O Terror

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O Terror

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Letras.

Esfaquear

Esfaquear!
Arrependimento?
Não!
Nenhum tormento

Morte é o silêncio que sufoca o desejo
O que te faz vivo e sempre intenso
Morte é o silêncio que sufoca o desejo da vida
Na hora de esfaquear

Bala Perdida

Bala perdida

Debaixo de um telhado, céu esfumaçado
Medo, insegurança, sob o fogo cruzado
Sem futuro e sem esperança
Todo dia arriscamos tudo ou nada
Tudo ou nada

Bala perdida - Você não pode escapar
Bala perdida - Você não pode desviar
Bala perdida - Vai ceifar a sua vida

Bala perdida - Vida perdida

Prisioneiros do sistema e da violência
Todo dia arriscamos nossa sobrevivência
Até quando, meu irmão, à espera de um caixão?
Até quando, meu irmão? Até acharmos nossa
Acharmos nossa

Bala perdida - Você não pode escapar
Bala perdida - Você não pode desviar
Bala perdida - Vai ceifar a sua vida

Bala perdida - Vida perdida

Playground Underground

Justiça
Cega, surda, muda, paralítica!

Sem oportunidade
Moradia ou segurança
"Sem esforço bastante"
Pra sair da perifa

Educadas na
Escola do submundo
Levantem as armas
Órfãos de um breve futuro

Brinquem crianças, em nosso playground
Playground underground
Morram crianças, em nosso playground
Playground underground

Underground

Escravos do agora
Sem perspectiva ou glória
Mão de obra barata
Exploração e droga

Para sempre esquecidos
Desde sempre renegados
Negligenciados
Preso-fudido-condenado

Cega, surda, muda, paralítica!

Golpeception

Golpe dentro do golpe
Dentro de
Golpes dentro de golpes
Dentro do

Golpe dentro do golpe
Dentro de
Golpes dentro de golpes
Dentro da

Nossa alma!

U.M.D.S.

Um minuto de silêncio
Em homenagem às vitimas das guerras diárias
Um minuto de silêncio
Estando no front se prepare para a morte certa

Um minuto de silêncio
A nossa batalha não termina em vida
Um minuto de silêncio
Através das gerações hastearemos a bandeira negra

Sem deuses, sem mestres
Bandeira negra

Arrastão!

Arrastão

Lá do planalto, gritaram "arrastão!"
Ladrões engravatados, só metendo a mão
E todos caladinhos, nem tentam reação?
Pois eu sinto ódio e indignação

Arrastão

De centavo em centavo, te esvaziam a mão
Arrastão elitizado tem até legislação
E todos caladinhos, nem tentam reação?
Pois eu sinto ódio e indignação

Eu sinto ódio
E indignação
Desejo de matar
Um por um sem compaixão

Arrastão

Fucksociety Mp3

Fuck society
Healthy minds don't fit to sick societies

Fuck society
Healthy minds don't fit to sick societies

Fuck!

Bem-Vindo À Crackóvia

Bem-vindo à Crackóvia

Nas trevas suburbanas
Uma chama se acende
Um ponto de luz
Em meio à escuridão

Encontramos sentido
Na destruição
Existência é só ilusão
Realidade = alucinação

Bem-vindo à Crackóvia

Não vamos te julgar
Aqui você tem lugar
Está entre irmãos
Temos a medicação

Encontramos sentido
Na destruição
Existência é só ilusão
Realidade = alucinação

Gosto de ficar no buraco - onde está a minha alma?
No buraco estou a salvo - não consigo achar minha alma
Gosto de ficar no buraco - onde está a minha alma?

Prefiro ficar no buraco - devolvam a minha alma
No buraco estou a salvo - por favor, devolvam minha alma
Prefiro ficar no buraco - devolvam a minha alma

Cacofonia

Cacofonia

Degradação auditiva
Poluição sonora

Cacofonia

Sete Bilhões de Vermes

Se arrastam pela Terra
Perdidos em esperanças - a fé não alcança
Travando suas guerras
São o supremo câncer

Espécie humana imunda
Corja de parasitas - não controla a própria vida
É a desgraça que fecunda
A praga auto-genocida

Sete bilhões de vermes
A ganância será a própria ruína
Sete bilhões de vermes
É só isso o que nós somos?

Vermes - Apenas vermes?

O Estado te explora
A igreja te doutrina - embaixo da batina
A mídia te manipula
E você finge que é tudo normal

A polícia te reprime
A empresa te controla - patrão só te enrola
A política te engana
E você, peão, só toma no cú

Sete bilhões de vermes
Ganância será a própria ruína
Sete bilhões de vermes
É só isso, que nós somos?

Vermes - Apenas vermes?

Filho da - Puta
Não vê o que está fazendo? Filho da - Puta
Estamos todos apodrecendo por sua - Culpa
Nossa vida é miserável por sua - Culpa
Nossa vida é miserável

Verme

Socialverdose

Eu - Não - Aguento - Mais!

Eles só querem me roubar
E eu só penso em me matar
Poucos vão se importar
Menos ainda revidar

"Ainda resta o que fazer?
Eu não quero me fuder
Tenho que trabalhar
Patrão não deixa protestar"

Abismo social - Miséria total
Abismo social - Vergonha mundial
Abismo social - Miséria total
Abismo social - Um grande acordo nacional

Socialverdose

Não consigo aguentar
Tô a ponto de estourar
Preciso me acalmar
Onde está o meu Xanax?

"Ainda resta o que fazer?
Eu não quero me fuder
Tenho que trabalhar
Patrão não deixa protestar"

Abismo social - Miséria total
Abismo social - Vergonha mundial
Abismo social - Miséria total
Abismo social - Um grande acordo nacional

Socialverdose

O caos toma conta da cidade
Enquanto o trabalhador serve
De comida às engranagens

Frustrado, esmagado pela rotina,
Paranóico, a morte está em cada esquina

Anestesiado, por todo lado, em todos os membros
Afogado na merda que lhe jogam como alimento

Mas haverá uma solução para todos estes males?
Algo que devolva ao cidadão
A liberdade
Que lhe tomaram?

Vício, intolerância, crime, demência? Não!
Revolta, resistência, ação direta, rebelião!

Sem mais hipnoses

O Terror

Foro privilegiado, cadeia superlotada
Escola em pedaços, cidade sitiada
Pobre enjaulado, milícias no poder
Esse é o verdadeiro nome do

Terror

Sistema fracassado, merda perfumada
Roubo terceirizado, pseudociência
Guru conspirador, burro influencer
Esse é o verdadeiro nome do

Terror

Erga-se, rebele-se

Revide os bastardos
Com o terror

Calibre

...seção sendo atualizada.

Vídeo.

Resenha.

O Nordeste a cada dia que passa nos presenteia com bandas de vários gêneros, mas confesso que São Luis possui um destaque pessoal em surgir bandas com sons bastante violentos e curiosos. A banda Fatalidade ou Fatal Idade (Entenderá melhor com essa entrevista a dúvida) não passou batido em meio essas categorias. Formada por Ahnysha Krüst (Vocal), Rodolfo MNac (Guitarra/Backing Vocal), João Pedro (Bateria), a banda relativamente nova lançou um CD bem aTERRORrizante e bastante cativante para os ouvidos mais loucos, e eu, encaixado neste meio além de ser um grande companheiro da banda, tive a honra de trocar ótimas ideias com os mesmos. Confira:

Pedro Hewitt: Saudações galera da ilha do caos, como estão vocês? Satisfação total em entrevistar vocês.
FATAL: Saudações barulhentas, irmão. Estamos bem na medida do possível. A satisfação é toda nossa por essa oportunidade.

Pedro Hewitt: Gritarias e acordes múltiplos se multiplicam cada vez mais pelo nosso querido Nordeste. Porque escolheram um nome tão simples, mas que diz tudo sobre a nossa realidade brasileira? Afinal, nossa história está se tornando um mar de fake News e carnificina.
AHNYSHA: Em meados de mil novecentos e bolinha, A Fatal tinha outro nome: "F.L.A.G.E.L.O". Quando fizemos uma respiração boca à boca e a banda ressurgiu bem mais porrada, decidimos que precisaríamos mudar.
MNAC: Quando estávamos discutindo a possibilidade de revisitar esse projeto paralelo à SavageZ – no extremo oposto daquela linha – decidimos por um nome “curto e grosso” mesmo. Simples, mas que resumia nosso trágico sentimento quanto ao panorama sociopolítico hoje. Além de fazer homenagem a uma certa franquia de jogos que gostamos (GET OVER HERE!).

Pedro Hewitt: Seja Fatalidade ou Fatal Idade, a marca registrada da banda desde seu nascimento é o som violento e a desordem do padrão musical. Como se deu a criação do primeiro registro de vocês, O TERROR?
FATAL: O nome oficial é separado, mas nós falamos junto para dar mais consistência ao trocadilho (Risos). Bem, quanto à composição d’O Terror, Mnac tinha alguns riffs e músicas antigas que não gostaria que caíssem em desuso então apresentou as ideias e fomos esculpindo a desgraça. As cantigas só foram ficando cada vez menos piores.

Pedro Hewitt: Cacofonia é minha faixa preferida do material, existe alguma faixa particular para vocês que foi o RAAAAAGE da banda? Ou ainda estão moldando para um próximo álbum?
AHNYSHA: Cacofonia é a minha favorita, mas acredito que Socialverdose seja a mais marcante para mim, pois reflete bem o nosso quadro e da maioria dos brasileiros, infelizmente.
JOÃO: Golpeception. Fala sobre uma ideia gritante e muito sintomática na política atual, e o som em si é uma sapatada. Mesmo para mim que entrei por último na banda, tive que ir aprendendo as músicas e tal, nesse som é tudo muito claro e simbólico. É tipo dizer, “caso alguém ainda tenha dúvida, todo dia tá rolando um golpe dentro do golpe. Precisa dizer o quê, ainda?”.
MNAC: Desse álbum a minha favorita é Bala Perdida, porque foi a que me pareceu mais completa e que mais nos surpreendeu ao final da gravação. Mas se liguem que o próximo registro (que não tarda a falhar) já está com algumas porradas na orelha bem encaminhadas.

Pedro Hewitt: Muitas bandas arriscam tocar em inglês, mas falham, outras em português, falham mais. Felizmente vocês acertaram legal até no timbre dos vocais. Praticamente todos os sons de vocês são em português, qual importância da língua hoje em dia no Underground?
JOÃO: Acredito que em português fica tudo mais próximo, mais claro e acessível, né. Você consegue fazer a mensagem atingir um número bem maior de pessoas no Underground, sem as restrições de uma língua estrangeira que só uma galera bem seleta iria entender. Sem falar que berrar as coisas em português agrega muito a essa coisa do “direto na fuça”, que é tão importante no HC e no Grind. Você consegue passar ideias mais fortes, causar mais impacto, provocar reflexão e até mesmo dar eco às palavras de ordem dos movimentos sociais nas suas letras, por exemplo. E, assim, para esse momento político tenebroso no Brasil então, essa clareza que o português traz é um ótimo recurso para se posicionar nas letras e cortar qualquer chance de ambiguidade ou má interpretação. Assim fica relativamente fácil da gente fincar o pé que o rolê é antifascismo e toda forma de opressão. Não fica nada por dizer.
MNAC: Nós queríamos que nossa mensagem fosse bem compreendida por todos nossos conterrâneos, e não ligamos muito para o idioma gringo na verdade (Risos). Pelo menos não nesse momento. Dado o cenário de hoje, acho importante que a mensagem consiga se fazer clara, ainda que em gutural ou scream, principalmente no Underground. (...)

(por Pedro Hewitt - entrevista ao FullRock - 12/2019)